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domingo, 21 de agosto de 2011

Oscar decide, Brasil dança o vira contra Portugal e leva penta do sub-20

Enrolado na Bandeira do Brasil após o fim da grande decisão do Mundial Sub-20, Oscar enxugava, com alegria e emoção, as lágrimas de herói. O camisa 11, que não havia feito um gol sequer no torneio até a final deste sábado, pode dizer que guardou tudo para quando mais se precisou dele. Em uma decisão suada - foi até a prorrogação -, chamou a responsabilidade e decidiu o título com três gols. Isso mesmo: três gols! Com a façanha do jogador do Inter, o Brasil derrotou Portugal, por 3 a 2, na "dança do vira", e se sagrou pentacampeão da categoria, no abarrotado Estádio El Campín, na Colômbia - o público de 36.048 torcedores foi recorde na história da competição. O titulo brasileiro, que se junta aos de 1983, 1985, 1993, e 2003, teve um gosto de vingança da amarga derrota por pênaltis para os portugueses na decisão em 1991.


O terceiro gol do meia colorado, o mais sensacional, saiu aos 6 minutos do segundo tempo do tempo extra, em um aparente cruzamento - ou não - que morreu no fundo das redes do goleiro Mika, então não vazado até a decisão. Para os portugueses, marcaram Alex e Nelson Oliveira. O brasileiro Henrique, atacante do São Paulo, que ainda desperdiçou grande oportunidade a minutos do fim, terminou a competição entre os artilheiros, com cinco gols, empatado com o francês Lacazette e o espanhol Alvaro Vázquez. Mas levou a chuteira de ouro no critério de desempate de assistências - três - e, de quebra, o troféu de melhor jogador da competição.


oscar gol brasil x portugal mundial sub 20 (Foto: AP) 
Emocionado, Oscar deixa o campo enrolado na Bandeira do Brasil após vitória
A decisão foi acompanhada de perto por ilustres do planeta bola. O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e o técnico da Seleção principal, Mano Menezes, desembarcaram em Bogotá na tarde deste sábado e se juntaram ao mandatário da Fifa, Joseph Blatter, e o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos.


Dois gols em nove minutos e um não marcado
oscar gol brasil x portugal mundial sub 20   (Foto: AP) 
Oscar comemora com os companheiros o primeiro gol do Brasil na decisão do Mundial

O goleiro Mika precisava apenas de mais 19 minutos sem sofrer gol para estabelecer um novo recorde em Mundiais Sub-20. Só faltou combinar com Oscar. Logo aos cinco minutos, o camisa 11 cobrou falta venenosa da intermediária, a bola desviou levemente na cabeça de Sergio Oliveira e entrou no canto direito, acabando com um jejum de 619 minutos e vazando Portugal pela primeira vez na competição. A marca, portanto, continuou com o próprio Brasil entre as edições de 1985 e 1987: 634 minutos.
A alegria durou pouco. Dessa vez, quatro minutos foram necessários para os portugueses igualarem o placar. Aos 9, Nelson Oliveira escapou pela direita e cruzou rasteiro para o meio da área. Alex se antecipou a Danilo e completou. A resposta veio de forma imediata. Após cruzamento, Nuno Reis cortou de cabeça, a bola quicou na frente de Willian e tocou na trave. Mika ainda se esticou para salvar a bola que chegou a ultrapassar a linha, com gol não assinalado pela arbitragem, evitando o que seria o segundo.


Ritmo diminui

Apesar do placar movimentado, o nível técnico não era dos melhores. Ambas as equipes erravam alguns passes considerados até infantis. Era mais difícil ainda ver uma troca de passes rápida, envolvente. Mas, ao menos nas bolas paradas, o Brasil assustava, sempre com Oscar.
Portugal, por sua vez, depositava as suas maiores esperanças em Nelson Oliveira. Foi com o seu artilheiro, autor de três gols na competição, que os lusos mais levaram perigo. Aos 36, ele recebeu lançamento de Saná, dominou com categoria, mas viu Danilo chegar antes e desviar para escanteio. Dois minutos depois, Mario Rui cruzou para o atacante finalizar por cima.
Se estava difícil para infiltrar com tabelas, o zagueiro Juan resolveu arriscar de longe, aos 43. A bomba de canhota passou perto, mas foi o sinal de que o Brasil passava por dificuldades que, apesar de se tratar de uma final, não esperava
A prova de que Ney Franco não estava mesmo satisfeito foi vista quando o quarto árbitro levantou a placa de substituição na volta do segundo tempo. Foram duas alterações: Negueba, que já havia aquecido durante parte da etapa inicial, entrou no lugar de Willian. Allan substituiu Gabriel Silva. O mesmo já havia acontecido no decorrer da partida contra o México, na última quarta, pela semifinal: o volante Casemiro foi recuado à zaga, Juan assumiu o lateral esquerda, Allan, a direita, e Danilo acabou deslocado para o meio.
As mudanças não surtiram o efeito desejado, e o Brasil seguia sem mobilidade ofensiva. Só não esperava que em um dos contra-ataques sofresse a virada. Aos 14, Nelson Oliveira avançou despretensiosamente sem ser incomodado por Juan e Casemiro. Sozinho, ele finalizou sem ângulo, mas contou com a colaboração de Gabriel, que falhou no lance e viu a bola passar entre as suas pernas.


 Técnico lança seu talismã
oscar gol brasil x portugal mundial sub 20 (Foto: Reuters) 
Oscar comcemora com companheiros

A primeira reação de Ney Franco foi colocar Dudu no lugar de Philippe Coutinho, em noite apagada. Precisando da vitória, o Brasil adotou postura mais ofensiva, enquanto àquela altura Portugal já ocupava o campo defensivo com todos os seus 11 homens.
Até a faixa de meio-campo, o Brasil tinha total liberdade para tocar a bola. Mas era só passar a linha que divide o campo que um batalhão de vermelho e verde se postava à frente. O time de Ney Franco buscava alternativas, principalmente pelas laterais.
Aos portugueses restava a boa e velha tática de esperar uma chance de contra-atacar. Nelson Oliveira, um dos melhores em campo, aproveitou uma dessas oportunidades. Pela esquerda, avançou com velocidade, invadiu a área, mas Gabriel se redimiu.
A essa altura, o sangue fervia e impedia um raciocínio lógico. Juan quase perdeu a cabeça e foi mais cedo para o chuveiro. O zagueiro tentou acertar Julio Alves na intermediária, o tempo fechou, e o juiz levantou o amarelo para o brasileiro. Na seqüência, ele voltou a se irritar e reclamou com o juiz uma possível simulação do adversário. Ney Franco, sempre sereno, já exibia um semblante preocupado, até desconfortável.
Foi então que seu talismã entrou em ação. Pela esquerda, em mais uma jogada pelo lado do campo, Dudu mandou para o meio da área e Mika espalmou para o meio da área. Sorte do Brasil que Oscar estava lá para empatar, aos 33.
O gol devolveu a tranquilidade e aumentou a confiança. Daí em diante foi pressão total. Dudu pela esquerda, Negueba pela direita, os chutes pelo meio... E a melhor defesa da competição reservou para os últimos minutos o que mais fez na competição: evitar que Mika fosse vazado.


Prorrogação movimentada

Passado o sufoco dos 90 minutos, já não existia mais tática ou lógica. Nelson Oliveira, exausto e claramente com dores, foi mantido no time mesmo com Ilídio Vale ainda podendo fazer uma alteração. E quando resolveu fazer, Caetano entrou na vaga de Saná, também no limite físico.
A única opção era arriscar. As duas equipes foram ao ataque. Dois times abertos e com muitos espaços. Em uma investida rápida, Caetano recebeu pela direita, entrou na área e, por preciosismo, tentou encobrir Gabriel, que se agigantou para salvar.
Em seguida, o Brasil também assustou. Danilo e Romerick dividiram, e a bola passou rente à trave de Mika. Danilo ainda tentou um golpe de misericórdia em chute de fora da área, mas Mika defendeu em dois tempos e evitou que Oscar aproveitasse novamente.
Mas os deuses do futebol dariam a Oscar uma nova chance, a chance de marcar o terceiro e virar o herói do pentacampeonato, o primeiro jogador a fazer três em uma decisão de Mundial.  Foi de fora da área, aos 6 minutos do segundo tempo da prorrogação. E pouco importa se o meia tentou cruzar ou chutar. A bola entrou. Golaço!
Portugal pressionou no fim, Henrique perdeu chance cara a cara, mas o destino já estava selado mesmo naquele chute que valeu muito, valeu o título.
 
 
 
BRASIL 3 X 2 PORTUGAL
Gabriel, Danilo, Bruno Uvini, Juan e Gabriel Silva (Allan); Fernando, Casemiro, Oscar e Philippe Coutinho (Dudu); Henrique e Willian José (Negueba) Mika, Cedric (Julio Alves), Roderick, Nuno Reis e Mario Rui; Pele, Saná (Ricardo Dias), Danilo e Sergio Oliveira; Nelson Oliveira e Alex (Caetano)
Técnico: Ney Franco Técnico: Ilídio Vale
Gols: Oscar (Brasil), aos 4, e Alex (Portugal), aos 8 do primeiro tempo; Nelson Oliveira (Portugal), aos 14, Oscar (Brasil), aos 33 do segundo tempo; Oscar (Brasil), aos 6 do segundo tempo da prorrogação.
Cartões Amarelos: Henrique, Juan (Brasil); Roderick, Pelé, Sergio Oliveira, Saná, Julio Alves, Nelson Oliveira (Portugal)
Estádio: El Campín (Bogotá). Árbitro: Mark Geiser (EUA). Assistentes: Mark Hurd (USA) e Joe Fletcher (CAN)

sábado, 20 de agosto de 2011

resumão rodada #17 do Brasileirão e Brasil na final do mundial sub-20

Neste meio de semana tivemos a realização da 17ª rodada do Campeonato Brasileiro. A quarta e a quinta-feira de futebol pelo país agitou os torcedores e também mexeu com a tabela de classificação. Além do Brasileirão, destacamos também a classificação da seleção brasileira sub-20 a final do Mundial sub-20, na Colômbia.

Primeiramente, destacamos o Campeonato Brasileiro. Vamos começar falando das partidas da quarta-feira, que começaram às 19h30. No Engenhão, o Fluminense passou pelo Figueirense e agora tenta manter uma sequência de bons resultados para encostar no G-4. O destaque da vitória do tricolor foi Rafael Moura, que marcou duas vezes no 3 a 0 dos cariocas. O Figueira, assim como o Flu, segue oscilando muito na tabela, e permanece na zona intermediária. Na Arena da Baixada, o Atlético-PR conseguiu mais uma importantíssimo resultado na briga contra o rebaixamento. Venceu o Cruzeiro por 2 a 1 e abandonou o Z-4. Num jogo brigado, o atleticano Cleber Santana marcou no finalzinho de jogo, garantindo os três pontos ao furacão, que segue sua saga para se afastar da parte de baixo da tabela. O Cruzeiro, depois da vitória por 5 a 0 sobre o Avaí, novamente perdeu e, assim como diversas equipes neste Brasileirão, peca muito pela grande irregularidade. No Presidente Vargas, o Ceará atropelou o Grêmio e complicou ainda mais os gaúchos. Marcelo Nicácio foi o destaque da vitória por 3 a 0, marcando duas vezes.

Muito forte em casa, os cearenses agora tentam melhorar seu desempenho fora de casa para se afastar de vez da zona da degola, coisa que o Grêmio está bem perto. Celso Roth sofreu seu primeiro revés a frente da equipe, que ainda necessita de peças para melhorar suas atuações dentro de campo. Na Ressacada, o Vasco venceu mais uma e continua sua insessante caça sobre os líderes do Brasileirão. Contra o Avaí, o Gigante da Colina encontrou dificuldades, mas, envolvendo o adversário com seu toque de bola, fez 2 a 0 no placar e agora pressiona ainda mais os primeiros colocados. Diego Souza marcou na primeira etapa, e Dedé na segunda, garantindo mais três pontos para o cruzmaltino, que, mesmo com a vaga assegurada na Libertadores do ano que vem, não relaxou e vem forte para a briga pelo título brasileiro. Já o Avaí, com mais uma derrota, permanece na penúltima colocação do Brasileirão. O técnico Alexandre Gallo, antes já ameaçado, balança ainda mais no cargo e pode deixar o clube. O leão da ilha necessita de reforços, pois, com a equipe que está entrando em campo, fugir do Z-4 vai ficar bastante complicado.

Vamos agora falar dos jogos das 21h50. Na Vila Belmiro, o Santos voltou a decepcionar, perdeu de virada para o Coritiba e caiu para a zona de rebaixamento. Depois de estar duas vezes a frente do placar, e nas duas oportunidades marcando com o artilheiro Borges, o peixe não aguentou e permitiu a virada do Coxa, que virou o jogo e venceu sua segunda partida fora de casa, subindo na classificação e ainda sonhando com o G-4. Já o peixe parece não ser mais o mesmo time, cai para a zona de rebaixamento e preocupa pela grande queda neste segundo semestre de temporada. No Beira-Rio, o Internacional voltou a vencer na estreia de Dorival Júnior no comando da equipe. O colorado bateu o Botafogo por 1 a 0 e permanece na briga pelos quatro primeiros lugares. Leandro Damião marcou o único gol da partida, e agora o Inter tenta engrenar de vez na competição, tentando acabar com a irregularidade no Brasileiro. Vamos ver se Dorival Júnior consegue mudar este panorama, porque o colorado possui um grupo muito qualificado. O Botaofogo, que planejava se aproximar dos líderes neste rodada, perdeu e vê seus adversários da frente se afastarem um pouco. Mas o fogão ainda briga pelo G-4, Caio Júnior vem acertando a equipe, e o alvinegro deve permanecer na frente da tabela até o fim da competição, pois melhorou muito seu desempenho.

Pra fechar a quarta-feira de Campeonato Brasileiro, vamos falar do líder, o Corinthians, que, jogando em Ipatinga, venceu de virada o Atlético-MG e garantiu a manutenção da liderança do Brasileirão. Depois de sair perdendo por 2 a 0 no primeiro tempo, o timão, ao seu melhor estilo "guerreiro e sofredor", virou o placar no segundo tempo. Emerson e Alex empataram logo no início da etapa final, coisa que assustou o Atlético, que acabou levando a virada com Liédson. O time do Parque São Jorge mantém a liderança do Brasileirão, agora com 37 pontos. Mesmo com um resultado adverso na primeira etapa, o técnico Tite soube mexer bem na equipe no intervalo e é um dos grandes responsáveis por esta incrível virada do Coringão, que, com Alex como titular ao lado de Danilo e com a volta de Liedson ao comando de ataque, mostrou poder de reação e venceu uma partida fundamental. Já o Atlético-MG segue afundado na crise. Mesmo com Cuca no comando, a equipe parece que não consegue sair da má fase, é o 18ª colocado e corre sério risco. Com um grupo de jogadores e um time bom no papel, o galo não consegue traduzir esta qualidade na prática, ficando muito aquém do esperado, e fazendo a torcida atleticana sofrer. Novas mudanças podem acontecer daqui pra frente.

Na quinta-feira, tivemos mais três partidas que finalizaram esta 17ª rodada do Brasileirão. E, em comum, tivemos os favoritos tropeçando. Começamos falando pelo Palmeiras, que, o Canindé, apenas ficou no empate contra o Bahia. Depois de começar bem, o verdão abriu o placar com Valdívia. Porém, a defesa voltou a falhar e levou o empate, com gol de Titi, de bola parada. O verdão agora ocupa a sexta colocação, mas acabou sendo beneficiado pelos tropeços dos adversários diretos. Nas últimas partidas, o Palmeiras vem mostrando uma oscilação muito grande, principalmente na sua defesam que vem tomando gols bobos. O Bahia permanece na 13ª colocação, tentando se afastar ainda mais do grupo debaixo da tabela. Na Arena do Jacaré, mais um empate por 1 a 1. América-MG e São Paulo ficaram na igualdade, resultado que foi ruim para ambos. Marlos marcou para o tricolor, e Kempes para o coelho, que segue agonizando na lanterna. O time paulista permanece na terceira colocação, ainda está no páreo, mas perdeu a oportunidade de encontar ainda mais na liderança. Pra finalizar a grande rodada do Brasileirão, o resultado mais surprendente desta 17ª rodada: a goleada do Atlético-GO sobre o vice-líder Flamengo. O dragão simplismente atropelou o rubro-negro, que ficou perdido jogando com três zagueiros. Sem Ronaldinho Gaúcho, o Fla perde a invencibilidade no Brasileirão e vê o Corinthians abrir vantagem na primeira colocação. O Atlético-GO, que fez uma partida quase que perfeita, consegue se afastar da zona de rebaixamento.

E, depois de falarmos de Campeonato Brasileiro, vamos destacar a classificação da seleção brasileira sub-20 a final do Mundial da categoria, disputado na Colômbia. Nesta quarta-feira, os meninos brasileiros derrotaram o México e asseguraram a vaga na grande decisão da competição. Mais uma vez jogando em Pereira (palco que já tinha recebido o Brasil na última partida, na vitória pro pênaltis contra a Espanha), a nossa seleção, assim como na última partida, encontrou dificuldades. Na primeira etapa, houve um certo equilíbrio nas ações. O Brasil tinha mais posse de bola e chegava mais pelo meio, principalmente nas investida de Oscar. Phillipe Coutinho também tentava, mas quem chegava com mais perigo quando atacava eram os mexicanos, que fizeram o goleiro Gabriel trabalhar em algumas oportunidades. O Brasil também conseguiu chances, mas não tão claras como a do México, mesmo tendo mais a bola nos pés. Na segunda etapa, o técnico Ney Franco entrou em ação e, assim como no jogo contra a Espanha, mudou completamente a forma da equipe jogar, colocando Negueba e Dudu pelos lados de campo, sacando Phillipe Coutinho e explorando muito os lados de campo, com os alas e as passagens dos leterais, que apareciam de trás.

E, jogando assim, o Brasil encontrou dificuldades no começo, mas foi se adaptando e melhorando na partida. Porém, o México era muito perigoso quando chegava a frente e, assim como fez a Espanha, explorou as costas os laterais brasileiros e também o meio-de-campo, onde existiam espaços. O jogo seguida bastante difícil e equilibrado, mas as cartadas de Ney Franco deram resultado novamente. Foram dos dois alas brasileiros que saíram os gols da classificação, que tiveram um mesmo autor: Henrique. Antes sumido na partida, sendo o centroavante que não recebia bolas, ele aproveitou as chances que teve para liquidar a partida. Primeiro, ele aproveitou cruzamento de Negueba pela direita e antecipou a zaga mexicana para marcar o primeiro. E, depois, apareceu quando Dudu cruzou, também do lado direito, após bela trama do ataque brasileiro. 2 a 0 no placar e classificação garantida para os meninos brasileiros, que, no próximo sábado, encaram a seleção de Portugal na grande final do Mundial.

Assim como no jogo contra a Espanha, o Brasil enfrentou um adversário muito difícil, de forte marcação e ataque perigoso. Mas Ney Franco soube novamente mexer suas peças dentro de campo, não teve medo de mudar completamente o estilo de jogo da equipe e obteve êxito mais uma vez. A defesa brasileira já se saiu melhor nesta partida, mas ainda precisa de ajustes. O ataque com os alas parece ser a melhor opção, com Phillipe Coutinho em baixa. Mas, mesmo com as mudanças de Ney durante a partida, acredito que ele começará o jogo contra os portugueses da mesma forma do que começou contra espanhóis e mexicanos, com dois meias e dois atacantes. As opções existem aos montes, e isso todos já viram. E, dentro de uma seleção brasileira, este fator é muito importante, pois os adversários costumam se retrancar contra a nossa seleção, e, assim, as alternativas devem existir. Então, vamos torcer muito para os nossos meninos brasileiros coroarem a ótima campanha neste Mundial, levando o título pra casa e valorizando esta geração, que tem tudo para dar muitas alegrias ao torcedor brasileiro futuramente.Resumão da 17ª rodada do Campeonato Brasileiro e Brasil na final do Mundial sub-20

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O sub-20 "de maior" da seleção brasileira

A juventude brasileira brilhou novamente. Num jogo eletrizante e emocionante, a seleção brasileira sub-20 venceu a Espanha nos pênaltis e garantiu vaga em uma das semfifinais da competição. Depois do empate no tempo normal e na prorrogação, a estrela do Brasil brilhou na decisão por penalidades máximas, despachou os espanhois de volta para casa e seguem firme em busca do pentacampeonato mundial da categoria. Mostrando uma postura de gente grande, os meninos brasileiros passaram de fase e continuam seu trabalho, não visando só este Mundial, mas também projetos futuros.

Quem viu toda a partida viu um grande equilíbrio entra as duas equipes em todo o tempo de partida, menos nos primeiros 35 minutos da primeira etapa. Nervosa e ansiosa, a seleção brasileira não conseguia dar três toques na bola, não aproveitava o talento individual de seus jogadores e levou uma enorme pressão dos espanhóis, que se imporam e tomaram conta do campo brasileiro. O Brasil, acuado, não jogava com suas laterais e nem com seus homens de criação, e teve suportar as investidas dos europeus. Mesmo jogando mal e com a defesa atrapalhada, a seleção conseguiu segurar o ímpeto espanhol, graças também ao goleiro Gabriel, que teve certo trabalho em algumas bolas perigosas. A seleção só chegava em alguns poucos contra-ataques. E, num destes contra-golpes, e mesmo em um cenário bastante desfavorável, o Brasil abriu o placar. Depois de um chutaço de Henrique, a bola acertou o travessão e sobrou limpa para outro atacante são-paulino, William José, só empurrar para o fundo do gol, abrindo o placar na cidade de Pereira. A partir do gol brasileiro, o jogo foi outro. Os espanhóis sentiram o gol e não conseguiam mais chegar com tanta facilidade como nos primeiros 35 minutos de partida.

Na segunda etapa, a partida melhorou bastante, e o equilíbrio começou a imperar dentro das quatro linhas. O técnico Ney Franco sacou William, que marcara o gol, e pôs o velocista Negueba na partida, deixando o flamenguista aberto pela direita e centralizando mais Henrique. Mais calmo e organizado, o Brasil apostava na velocidade do seu ataque para matar a partida, enquanto os espanhóis, que sentiram bastante o gol, voltaram a jogar bem, como atuaram no primeiro tempo. E foram os europeus que empataram o jogo. Depois de cruzamento, o brasileiro naturalizado Rodrigo se antecipou a marcação e cabeceou sem chances para Gabriel. 1 a 1 no placar, e o jogo seguia muito equilibrado e também muito aberto. A Espanha continuava achando buracos na defesa brasileira, principalmente no meio-de-campo. Já o Brasil continuava apostando na rapidez ofensiva. E este cenário aumentou ainda mais quando Ney Franco colocou Dudu na vaga do apagadíssimo Phillipe Coutinho. Com o cruzeirense pela esquerda, Negueba pela direita e Henrique dentro da área, as jogadas pelas pontas se intensificaram, mas ficaram muito previsíveis. Oscar, que tinha a missão de criação no meio-de-campo, se preocupava mais em marcar do que criar jogadas. Assim, com os espanhóis também tentando o gol, o jogo foi para a prorrogação.

O tempo extra mostrou uma mesma postura de ambas as seleções. Os brasileiros continuavam jogando quase que exclusivamente pelas alas, e as jogadas de meio não saíam. Já os espanhóis tentavam aproveitar os espaços dados no meio-de-campo, já que os volantes brasileiros jogavam bastante recuados, e também tentavam pelos lados, explorando as costas dos laterais do Brasil, que não apoiavam e nem marcavam. Assim, Ney Franco tentou algo diferente. Sacou o cansado Oscar e pôs o vascaíno Allan no jogo, mudando o esquema brasileiro, que passou a jogar num 3-4-3, deslocando Casemiro para a função de líbero, Allan pela direita e Gabriel Silva pela esquerda como alas, apoiando Dudu e Negueba mais a frente, respectivamente. O santista Danilo formou a dupla de volantes com o gremista Fernando, e Henrique permanecia como centroavante. Assim, o Brasil voltou a jogar mais pelo meio, tendo mais possibilidades de jogadas.

E quem levou a melhor diante de toda esta disputa foi a nossa seleção. Em jogada de Dudu pela esquerda, o cruzeirense tabelou com Henrique e chutou cruzado, colocando o Brasil novamente na frente do marcador. Mas, quando se trata de um jogo destes, tão brigado e disputado, qualquer vacilo pode ser fatal. E foi. Em mais uma entre tantas cochiladas da defesa brasileira, o cruzamento vindo da esquerda encontrou Vazquez livre dentro da pequena área para igualar o placar. 2 a 2 e nada definido. O segundo tempo da prorrogação manteve o mesmo panorama. Jogo franco e aberto, com as duas equipes buscando insessantemente o gol. O Brasil foi um pouco melhor, tentou com cruzamentos, jogadas pelas laterais e pelo meio, mas não conseguiu marcar. E, assim como em toda a partida, os espanhóis permaneceram encontrando muitos espaços pelas laterais, nas costas dos brasileiros, que conseguiram melhorar a marcação pelo meio. Mas não teve jeito. Mais uma vez, as penalidades máximas no caminho da seleção brasileira e dos brasileiros.

E todo brasileiro, por mais otimista que seja, se lembrou da fatídica decisão por pênaltis da última Copa América, contra o Paraguai. Porém, os meninos brasileiros mostraram muito mais frieza, controle emocional e categoria para baterem os pênaltis, mesmo sendo ainda bastante jovens. Casemiro, Danilo, Henrique e Dudu converteram as cobranças. 100% de aproveitamento do Brasil, que contou com o excelente e inspirado goleiro Gabriel, que defendeu duas cobranças, para avançar as semifinais do Mundial. Agora, a nossa seleção encara o México, que eliminou a dona da casa Colômbia. A partida acontece na próxima quarta-feira. Num jogo muito brigado e equilibrado, os garotos brasileiros mostraram muita competência e qualidade, como todos nós já sabíamos que esta seleção possuía. O técnico Ney Franco soube muito bem ajeitar a equipe para tentar algo novo, mechendo nas peças e mudando o esquema, e mesmo quando seus principais jogadores não estiveram bem, as alternativas apareceram e fizeram o Brasil jogar. As deficiências existem, é claro, principalmente na defesa e nas laterais.

Mas também existem muitos pontos positivos nesta seleção, que superam os defeitos citados acima. A qualidade individual e coletiva dos jogadores, a frieza e tranquilidade mesmo com apenas 20 anos no máximo para cada atleta, a união, a organização da equipe e também é claro toda a ginga brasileira são destaques da equipe. Como já foi dito, esta geração "colhe" uma safra muito boa, e estes meninos podem levar o Brasil ao pentacampeonato mundial sub-20, porque possuem qualidade para tal. O próximo desafio será contra os mexicanos, na quarta-feira. Mostrando futebol, postura e equilíbrio de gente grande, a seleção brasileira sub-20 segue seu caminho em busca de mais um título mundial da categoria, já visando um trabalho a longo prazo, com as Olimpíadas de 2012 e a Copa do Mundo de 2014. E o trabalho, por enquanto, está sendo muito bem executado.
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